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Data SolutionsPROJETO

Mais de 1 M€ de faturação que ia escapando, mês após mês

Havia dados a mais e certezas a menos. Antes de cada reunião de gestão, os números eram refeitos à mão só para confirmar que estavam certos. E já na sala, a conversa ia para a origem de cada número, em vez de ir para o negócio.

Mais de 1 M€ de faturação que ia escapando, mês após mês — imagem ilustrativa

As imagens desta página são meramente indicativas do tipo de trabalho realizado. Não são capturas do que foi entregue e não representam os dados nem os dashboards do cliente.

80 → 30
tabelas no modelo, sem perder capacidade de análise
+18%
visuais entregues, em menos 11 páginas
+ de 1 M€
de faturação que ia escapando, agora à vista
0,00 €
de desvio na reconciliação, em 12 de 12 meses
01

O Desafio

O problema nunca foi falta de dados. Estava tudo lá, sete anos de histórico dentro de uma solução que crescera por acumulação natural, ao ritmo do próprio negócio. Cada peça fazia sentido no dia em que foi criada. Nada disto foi um erro, é o que acontece a qualquer sistema que acompanha um negócio a crescer. O efeito sentia-se na véspera das reuniões. Para responder a uma pergunta simples era preciso saber onde ir buscar o valor, refazê-lo fora do sistema e só então levá-lo para a sala. E um número que tem de ser refeito antes de cada reunião não é informação, é trabalho. Havia ainda uma pergunta a que a solução existente não respondia: onde estava a faturação a ficar para trás.
02

A Solução

O cliente é uma consultora tecnológica internacional. A ADDS entrou como parceira de dados, não como fornecedor de um entregável. Em vez de acrescentar mais uma camada por cima do que já existia, voltámos ao princípio. O critério foi sempre o mesmo: tudo o que entregámos tinha de aguentar ser questionado.
2.1Arquitetura

Racionalização da arquitetura

Reconstruímos o modelo em vez de o remendar. Ficou com menos de metade das tabelas e sem perder capacidade de análise. Onde havia um calendário único a servir tudo, passaram a existir três: vendas, faturação e recebimentos. Vender, faturar e receber acontecem em momentos diferentes, e o modelo passou a saber isso.

Imagem ilustrativa: à esquerda, o emaranhado de ligações que se foi acumulando; à direita, o mesmo modelo depois de reconstruído, com tudo a partir de um centro só.
2.2Indicadores

Consolidação da camada analítica

Os indicadores viviam dispersos por catorze estruturas, e o mesmo cálculo podia dar leituras distintas consoante o sítio onde era lido. Consolidámos 97% deles numa estrutura única. É uma mudança que não se vê num ecrã, mas é ela que faz com que duas pessoas, em dois departamentos, cheguem ao mesmo valor. Antes de dar qualquer indicador como fechado, confrontámo-lo com casos reais do negócio, daqueles cuja resposta já se conhecia.

Imagem ilustrativa: a camada de dados que se constrói entre o ERP Primavera e o modelo.
2.3Comunicação

Reestruturação da comunicação

Cada página passou a responder a uma pergunta de negócio, em vez de mostrar uma tabela. O número de páginas desceu e o número de visuais subiu. Parece contraditório mas não é: menos sítios onde procurar, mais respostas em cada lugar. Quem abre o relatório vê primeiro a resposta e só depois o detalhe, se o quiser.

2.4Derrapagens

Deteção automática de derrapagens de faturação

Há faturação que está planeada para um mês e não chega a sair. Passa para o mês seguinte, e depois para o outro, e vai-se diluindo até ninguém dar por ela: adiada, ou simplesmente por emitir. É a isto que se chama derrapagem, e a solução existente não a sinalizava, pelo que não havia forma de a apanhar a tempo. Testámos o caminho mais óbvio e pusemo-lo de lado depois de o medir: deixava escapar quase três quartos do valor. O motor que construímos reconcilia com 0,00 € de desvio em 12 de 12 meses. Esse zero não é vaidade técnica, é a prova de que os números aguentam ser verificados. Foi ele que tornou visível mais de 1 M€ de faturação que estava a escapar, e cerca de metade desse valor já foi recuperado.

2.5Decisão

Os relatórios que vão para a sala

Há relatórios que ficam no ecrã e há relatórios que entram na sala de reunião. Construímos os segundos. Cobrem sete anos de histórico e o previsional até 2029, o que permite responder a "como chegámos aqui" e a "para onde vamos" sem mudar de ecrã. A direção financeira deixou de refazer os números para poder confiar neles. A conversa na reunião passou a começar pelo negócio, e não por onde vinha o valor.

Imagem ilustrativa: o tipo de relatório que entra numa reunião de gestão.
2.6Formação

Capacitação

Formámos a direção financeira, que depois levou a nova forma de trabalhar ao resto da empresa. Deixámos as regras de negócio escritas dentro do próprio modelo, em vez de viverem na cabeça de uma pessoa. Ninguém deve precisar de um fornecedor para ler os seus próprios dados. A parceria mantém-se desde 2025, em ciclos quinzenais ou mensais.

→

O que encontrámos

80tabelas
770colunas
14estruturas de indicadores
36páginas de relatório

O que entregámos

30tabelas
320colunas
1estrutura, com 97% num só local
25páginas, com +18% de visuais
03
Serviços utilizados

O caminho que percorremos, do primeiro dia à manutenção contínua.

01

Discovery Session

Ouvimos a direção financeira para perceber o que estava a impedir a leitura do negócio. Ficou claro que o problema não era falta de dados.

02

ADDS Review

Auditámos o modelo herdado, as fontes no ERP e os processos de análise em uso, antes de propor mudar o que quer que fosse.

03

ADDS Create

Reconstruímos o modelo, consolidámos os indicadores numa estrutura única e reorganizámos os relatórios à volta de perguntas de negócio, em ciclos curtos e com validação em cada passo.

04

ADDS Care

Continuamos a acompanhar, em ciclos de quinze dias ou de um mês: novos relatórios, novos temas de dados, e formação de quem os usa.

04
Tecnologias
Power BIDAXPower Query (M)PythonSQL ServerERP PrimaveraMicrosoft Excel

No fim, o que mudou não foi a ferramenta. Foi a direção financeira poder olhar para um número e decidir, sem o refazer primeiro.

O que este caso não diz, e porquê

Não diz o nome do cliente. É legítimo perguntares se um caso sem nome é um caso inventado. Não é. O que falta aqui não é o cliente, é a autorização dele para o nomear. Não a temos, e sem ela o nome não é publicado. Não falta mais nada: o trabalho é o que foi feito e os números são os que foram medidos. E se a discrição te parece um defeito num caso de estudo, repara que é exactamente o que vais querer quando o caso for o teu.

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